domingo, 31 de março de 2019

"Para Virginia Woolf"



A Outra Face da Loucura

És Dona e Senhora - Dona da Solidão, Dona da Dor D'alma. 
Conflitos- De um mundo só teu - Açoites na Escuridão.

Onde Mais Ninguém Adentra - Sem permissão. 
És Dona e Senhora da tua Hora.

Onde ninguém mais entra - A não ser o teu próprio Eu - desdobrado, desvalido, machucado.
Ninguém sabe a razão... desta falsa ilusão, sonhos, sanidade e Vida.

Esse teu mundo é negro, é chumbo e lume.
Como negras também são, as dores sem rumo.
As tuas próprias janelas da mente, são a pele do corpo desamparada, trevas melancólicas.

Diz que perdeu o juízo,
Cala as palavras em um rio,
Esbulha... Imerge a procura pela 'Cura'. 
Solta as amarras.

No teu desvario, alienação, ausência,
Há "monstros" que assolam , fantasmas sem horas,
Criaturas sem rosto, escondem-se a cada Sol posto.

Fantasmas :- Que da tua alma se apoderam, te exploram o ventre, e nem os sentes ...de tão ausente...

Haverá uma explicação? 
Digo-te Não..
Talvez... 
Devesse recomeçar...

Mas só tu deverá saber! 
O que te dispõe a Esquecer.

Uma Mulher Só, dentro dos seus Escombros! 
Vagueia na busca e no pranto,
A tal que habita, sereia muda da dor.

Num mundo Oco - num espaço feito de tanto e tão pouco.
Um mundo que até tem nome 
um mundo seco e nodoso.

Chama- se ... Dor!
Chama-se... Ausência!
Chama-se ... Libertação!

...Mulheres de nós

Somos.

Daniele (28.3.2019)



sábado, 30 de março de 2019

"Verbo"


Esse enlaçar-se no sangue,
Não é lauta fantasia
e viver a pão e água,
É viver no limiar da Sensibilidade
que nunca é satisfeito.
Ainda que viva "vermelho", "branco' ou "negro'
é sedento, sagaz, incansável,
é voraz.
Suas Metáforas, anáforas não se fartam.
Antes, nebulosas, abrem côncavos
para infinito refazer, sempre outro e mais.
A Escrevedura é Bravura, 
é Auto Conhecimento, 
é A Visão Catalisadora do Mundo,
e Libertação.


(Daniele)