Dobrei a esquina
fugindo do meu olhar.
Amordacei emoções,
calei o pranto.
Segui por estradas íngremes,
deixando rastros de Solidão.
Devorei regras, prescrições,
à seco.
Cruzei pântanos,
escalei montanhas.
Fechei os olhos,
diante do medo.
Perdida em meio ao Caos,
abandonei-me,
Sombra.
Pássaro ferido,
Em céu aberto.
Acalentei meu corpo
com lençóis de pensamentos.
Pedi ao tempo guarida,
espera infrutífera, vã.
Sequei o pranto, as dúvidas, os temores,
Dobrei a esquina
e retornei a Escrita
(Daniele)

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