segunda-feira, 1 de abril de 2019

"Eu, Flume"



Chego a plenitude e, agora caminho para o
nirvana de minha vida
Nada me oprime, sem paradigmas, sem freios,
sem rótulos,
pois sei que sou Rio
e como Rio, desço da montanha,
escorrego entre serras e planaltos.

Vago placidamente por entre planícies
sou córrego manso e correnteza bravia
Sou lenta e cautelosa...Sou cachoeira
Estendo tentáculos, faço afluentes
Sofro com a seca...Sofro com a enchente...
alimento gente.

Sou dadivosa...Nunca abandonei a quem
de mim precisou...Mas fui muitas vezes abandonada
por quem em minhas margens pescou
Sou perigosa...Afogo em minhas águas muitos sonhos
Arrasto com minha força esperanças.

Vagueio em direção ao mar...Ora cheio, Ora vazio.
Carrego comigo o que me coube carregar...
Chego a Plenitude...E outrora e o mar
não me entristecem. Sei que sou Rio
e como Rio, sei aonde chegar... !

(Daniele)




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